O Recomeço


Não  era uma bom momento para minha vida, não era um bom momento para me apaixonar novamente, eu não havia passado por uma grande traição ou coisa do tipo, acabara de passar por uma grande fatalidade, estava grávida e o pai do meu filho morrera de um ataque do coração, algo totalmente inesperado ele era jovem e saudável, eu acabara de descobrir que estava grávida era uma semana feliz em nossas vidas, nosso aniversário se um ano de casamentos com uma notícia maravilhosa e terminou em trágica.

Então eu só esperava ter uma gravidez tranquila, que meu filho nascesse com saúde, sem mais nem um tipo de trama pela frente. A morte de meu marido foi dolorosa demais, eu precisava apenas de uma vida normal e sem graça até meu filho nascer, não esperava que o meu filho fosse curada a feridas, talvez ajudasse a suportar, saber que eu era a única família dele me dava força para suportar a dor, eu precisava aprender a conviver com ela não tinha outra saída.

Então veio a proposta uma mudança provavelmente uma louca aceitar, mas aceitei. Mudei de emprego fui para outra cidade, uma mulher grávida de sete meses, loucura total eu sei, mas fiz precisava me distanciar de tudo que me lembrava o meu marido, preciosa me curar, aquela era a oportunidade para isto. Meu novo emprego me garantia um ótimo plano de saúde, e me consegui um excelente apartamento. O local de trabalho era agradável muito melhor que o anterior gostava dos meus novos colegas de trabalho, fiz amizade com eles facilmente.

Foi no meio de meus novos colegas de trabalho que o conheci, que a última coisa que desejava aconteceu, me apaixonei por ele, uma homem um ano mais velho do que eu, cabelos longos e negros, olho a azuis a varanda sempre por fazer, foi o primeiro a puxar assunto comigo sempre gentil e educado, sei que não é  grande coisa para despertar uma paixão mas foi o que aconteceu. Eu sabia que não seria justo com ele falar o que eu sentia até mesmo porque eu não tinha certeza do que sentia, eu não tinha como saber se era apenas pela ainda estar mal com a morte de meu marido, não fazia nem um ano da morte dele, como poderia me apaixonar por outro se ainda sentia a dor da falta dele?

Por sorte a minha gravidez foi tranquila pode conseguir ir trabalhar até o último mês, ,sem dúvida devia ter ouvido a minha médica e pedido licença, pensando bem se estivesse de licença não teria acontecido desta forma, eu não teria entrado em trabalho de parto no meio do meu expediente uma semana mais cedo do esperado, se tivesse ficado em casa ele não me levaria para o hospital, ele não teria ficado do meu lado o tempo todo, ele não teria me levado de volta para casa e dica do lá, ele tirou férias para ficar ao meu lado, para me ajudar, se tivesse ficado em casa não saberia que ele também tinha se apaixonado, que achava inadequado se declarar para uma mulher grávida que acabara de perder o marido.

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Foto por Ylanite Koppens em Pexels.com

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