O fantasma.


Um sussurro, tudo começou com um sussurro, um arrepio inexplicável em minha nuca, um sussurro na calada da noite.

Eu estava em casa a velha casa na qual cresci, a velha casa que viu os meus primeiros passos, ouviu as minhas primeiras palavras, minha velha casa. Meus pais já não moram mais nela, se mudaram a alguns anos, eu permaneci não por um sentimento nostálgico ou qualquer outro tipo de coisa, pura necessidade. Morar nesta casa sozinha foi estranho nos primeiros meses estro acorda sem o cheiro do café me sento preparado por minha mãe, o silencio sempre foi tão bom acordar com o meu pai tocando seu violino, então no começo apenas sentir falta destes pequenos detalhes que davam vida a casa.

Com o passar do tempo criei a minha rodinha, me adaptei a falta daqueles detalhes transformei a casa aos poucos ela deixou de ser a casa de meus pais e se transformou a minha casa, com a minha cara as minhas coisas dei a ela a mina personalidade. No fundo ainda sentia falta daquelas pequenas coisas, mas não doía tanto acordar sem elas.

Então em uma noite que precisei trabalhar até tarde em meu escritório, um caso estranho ligado a outros de anos atrás foi quando ouvir pela a primeira vez aquele sussurro, foi tão baixo, rapto que levei um tempo para ter certeza. Mas naquela noite a conclusão mais obvia era que eu estava cansada demais, estava revendo as fotos das cenas por muitas outras minha mente já está confusa eu preciso dormir mesmo que fosse por poucas horas.

No dia seguinte continuei analisando o caso a relação com um caso do passado estava cada vez mais clara, outro assassinado preciso que ocorreria anos atrás bem próximo de onde morava, revolvi ir visitar a casa do antigo caso anos se passará era logico que existiam mais pista, que provavelmente o local estaria completamente diferente do que era, mas minha indução me vez ir era próximo de minha casa seria fácil dar uma passada no local no caminho.

Quando parei o meu carro na frende da casa me lembrei das pessoas que moravam ali na minha infância, uma amiga de infância de meus pais, eu era amiga da filha dela a pessoas assassinada era o marido daquela mulher, como pode não me recordar do nome deles, eu passar parte da minha infância naquela casa mais ai minha mãe brigou com ela, ela me trocará de escola para que não fosse mais amiga da filha dela eu devia ter seis anos na época então a estratégia deu certo. Toquei a campainha e a última coisa que eu esperava era ser reconhecida pela mulher, ela me olhou de cima a baixo soltou um suspiro baixo e com desdém falou.

-Não quero saber nada de sua mãe, se ela está bem ou não, se se arrependeu ou não ela destruiu a minha vida e nada que você diga ou ela ou quaisquer pessoas irá me fazer perdoar a sua mãe. -Eu peguei me distintivo expliquei o que estava investigando e como achei a forma do assassinado atual semelhante a forma como o marido dela fora morto e que eu desconfiava ser o mesmo assassino. Ela riu me olhou nos olhos e falou.

-A morte do meu marido é passado, duvido que seja o mesmo assassino deixe isto para lá você não irá querer investigar o que aconteceu.

Ela bateu a porta em minha cara, ela sabia muito bem o que aconteceu com o marido dela, eu tive certeza disse pela cara que ela fez quando comecei a falar eu não tinha o que fazer ela fora suspeita da morte dele mas foi provado a inocência dela  eu não tinha o que fazer não podia fazer ela falar comigo sem um fato que realmente provava a ligação nos casos, o novo assassinado acontecerá longe dali, e sem duvida o local onde o corpo fora encontrado não era o mesmo do crime, na verdade o que me fez ligar os dois caso foi apenas a forma como as pessoas foram mortas e eu os ferimentos tinham indicio derem cito feitos pela a mesma pessoa, e apenas isto não provava relação entre os assassinados.

Fiquei relendo os depoimento do primeiro caso, eu ainda não tinha feito isto não todos os depoimentos apenas o da esposa e das pessoas que encontraram o corpo, mas existiam outros de amigos da esposa, de meus pais depoimentos que foram usados para provar que ela era inocente, o assassinato ocorrera quando minha mãe estava gravida de mim , ouvir muitas histórias daquele período menos aquela. Quando o cansaço e as dúvidas começaram a domar conta de mim ouvir o sussurro novamente, baixo porem mais claro eu não tive dúvidas do que ouvir naquela noite.

“Foi culpa dele, foi sua culpa.”

Minha culpa isto não podia ser do assassinado antigo, sussurros na calada da noite so podia ser minha mente, me inconsciente querendo me mostrar algo que eu não queria ver. Me levantei fiz uma xícara de café , então eu olhava pela a janela da cozinha enquanto bebia o café e comia algumas bolachas. E no reflexo da janela ele estava lá parado ao meu lado o homem que fora assassino no passo, aquilo era real de mais para ser apenas a minha mente, será possível o espírito dele ter voltado para me ajudar a investigar a sua morte?

Passei o dia seguinte procurando alguma coisa que ligasse a nova vítima a antiga analisando pista por pista, foto por foto. O corpo aparecera em uma  casa em construção na mesma rua onde a vitima morava, os relatório deixarão claro que o assassinado não podia ter sido comedido ali, que sem duvida o assassino deve ajuda de alguém para transportar o corpo pelas poucas pistas deixadas no locar, o mesmo ocorrerá com a nossa vítima. Então encontrei uma foto da primeira vítima, antes do crime ele era bonito, tinha uma marca de nascença na base do queijo, uma marca que a filha dele tinha, uma marca que na infância eu e ela brincávamos que éramos irmãs por demos a mesma marca , me lembrei da briga de minha mãe com a esposa da vitima fora por conta desta brincadeira.

Voltei para casa subi par ao sótão peguei a caixa de álbuns de foto antiga eu sabia que as fotos da juventude de meus pais estavam lá, não levei muito tempo para encontrar o que procurava uma foto dos três homens no colégio os três eram do time da escola, em outra foto a minha estava lá também junto com a esposa da primeira vítima ela estavam abraçadas todos eram claramente amigos, eu estava segurando o telefone pensando em ligar para os meu pais, mas o que iria falar? Nãos seria uma boa conversa perguntar se eles haviam assassinado o amigo de colega. Então o sussurro.

“Olhe no espelho

Desci para o banheiro e lá estava ele ao meu lado mais uma vez apontando para a marca de nascença que ele tinha, que a filha dele tinha que eu tinha, so podia ser uma marca genética, não, não podia ser isto eu não podia ser a filha dele isto não podia ser a verdade.  Pequei a foto dele fui eu sabia que era tarde da noite, mesmo assim foi para a casa da esposa dela, ela abriu a porta eu mostrei a foto e falei e mostrei a foto dele antes que ela pudesse fechar aporta em minha cara.

-Foi por causa desta marca que você e minha mãe brigarão, esta marca sua filha também tinha, esta foto que eu também tenho. Você sabe quem matou ele ano sabe. – Ela apenas me olhou nos olhos, pegou a foto de minha mão e falou. e falou.

-Você sabe, por isto você veio aqui e falou com seus pais você sabe, eu lhe disse para não investigar, eu lhe disse que você não iria querer saber….- Eu peguei a foto da nova vítima, ela olhou para mim intrigada  então eu falei.

-Este homem é a vítima do novo assassinado. -Novamente ela fechou a porta em minha cara, eu voltei para casa estava claro quem ela achava que tinha matado o marido dela, e naquela altura eu estava apenas em negação.

Quando cheguei em casa me sentei na cadeira da sala de jantar, de frende para uma espelho, lá estava ele novamente, me encarando fixamente, ele não sussurrou, me, gritou a presença dele ali era o suficiente eu sabia qual era o recado, eu sabia por que ele estava ali o que ele queria de mim. Mas como eu iria fazer algo contra as pessoas que me criaram que me amaram durante toda a minha vida?

Eu parei de investigar aquele caso, me fixei apenas no novos caso chegaram novas evidencia dos laboratórios, a arma do crime fora encontrada após o reconhecimento da vítima, sim ele era o antigo amigo de meu pai, fora morto pela ex-esposa quando ela descobriu que ele a traia, olhando as evidencia não sei por que quando estava investigando o nosso assassino me lembrei deste caso em aberto na verdade as semelhanças eram bem fracas.

Voltei para casa após prender a responsável sem ter aquela sensação de dever cumprindo que sempre tenho após fechar um caso. Sentada em minha sala de jantar olhando para o espelho de frente a mesa o motivo estava lá me encarado, noite a após noite, eu estava investigando um novo caso, e ele estava lá com aquela mesma marca de nascença. Eu poderia fechar vários casos  mas enquanto ignorasse aquele   caso nunca iria me sentir bem estava traindo o meu juramente eu estava com a solução de um caso em minha mão e não fazia nada, pois fazer algo iria concretizar uma verdade que eu lutava para mega com todas as minhas forças e eu não sabia se até quando eu teria forças para isto.

Entre no nosso apoia.se e ajude a aumentar os conteúdos dos blogs e do nosso Instagram https://apoia.se/eumaiseumaisalguem

mulher-com-o-livro-no-vestido-retro-e-no-fantasma-no-espelho-66150944

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s