A gruta.


Estava a caminha da minha semana de férias na fazenda de meus avós, meus irmão e tios também estavam indo para lá, minha avó ligou para todos e pediu para irmos para lá, ela estava doente a algum tempo e nós sabíamos que não havia mais o que fazer então seria impossível para qualquer um negar tal pedido. Estava no carro com meus pais observando a paisagem já não estávamos muito longe, normalmente esta viagem de carro é animada, conversas e planos sobre o que iremos fazer quando chegarmos a fazenda, logicamente nesta viajem todos estávamos em silencio, nem o rádio fora ligado, sabíamos que precisamos nos amimar pela vovó mas em nosso intimo sabíamos que talvez aquela seria a ultima vez que muitos de nós iriamos vê-la.  Por ela aquela deveria ser uma lembrança feliz, mas era impossível manter o sorriso no rosto sabem que provavelmente ela estaria em sua cama.

Quando chegamos lá eu não tive coragem de entra na casa primeiro fiquei na varanda com a desculpa que minha mãe devia vê-la primeiro, fiquei observando os campos de cultivos, era outono a colheita para o inverno já tinha terminado os campos estavam vazios o frio já estava incomodando logo a neve começaria a cair, estávamos a poucos dias do inverno. Raramente íamos naquela época do ano para a fazenda, era comum meu avos passarem este período na casa de um de seus filhos, voltavam para a fazenda apenas quando a primavera começava a derreter a neve. Eu sabia que precisava entrar eu precisava ver minha vó, mas não sabia se conseguiria ser forte o suficiente para sorrir na frende dela. Vi minha mãe deixar a casa quando minha tia chegou as duas se abraçaram mesmo de longe pode ver a dor de minha mãe.

Não aguentei sai para caminhar pelos campos, me lembrei da antiga gruta ao pé de um morro, costuma brincar lá com meus primos quando crianças, passamos haras lá pensando que nossos pais não sabiam onde estávamos, até descobrimos rastros que aquele também era o esconderijo deles durante a infância, o espaço lá não era confortável para uma pessoa adulta caminha, mas me sentei em um canto, coloquei um fome e liguei uma música. Eu sabia que não poderia ficar lá por muito tempo eu iria precisar enfrentar aquela situação dolorosa.

Quando decidir que não poderia mais continuar me escondendo, que estava na hora de abandonar o refúgio da infância encarar a parte dolorosa da vida, vi bem a minha frende a parede de pedra se abrir. Fiquei parada sentada onde estava apenas observando a passagem a minha frente eu não sentia medo, talvez seria sábio sentir medo, mas eu passei varias horas com meus primos ali, já passara varias horas sozinha ali, se alguma coisa ruim estivesse naquela passagem e quisesse fazer mal a nós já teria feito isto anos atrás.

Me levantei e caminhei para a passagem. Eu não estava com medo, mas não fui tola de correr ou chamar a atenção para a minha presença. Um pouco a frende cheguei a um buraco circular profundo, com uma escada em torno, feita da própria parede da caverna, comecei a descer de tempos em tempos passagem apareciam no meu caminho, preferir continuar a descer. Após meia hora comecei a ouvir vozes, pareciam vozes humanas porem falavam em uma língua que eu desconhecia, eu não conseguia enxergar o fundo ainda desci mais um pouco ainda com cautela porem sem medo.

Quando me aproximei o suficiente para ver de quem eram aquelas vozes, vi o quão tola eu fui em não ter medo, eram formas monstruosas, com chifres e garras, alguns tinha assas não se que tipo de seres eram mas sem duvida não era algo que não devesse ser temido. Um deles o que estava no centro deles me viu olhou no fundo de meus olhos, congelei de medo, tive certeza que um dos seres alados iriam voar e me capturar, mas nada aconteceu, não sei quando tempo fiquei parada, mas do nada algo gritou para mim saia daí, sem cautela alguma corri as escadas.

Assim que passei pela a passagem ela se fechou atrás de mim. Meu avô estava lá na gruta me olhando deixou uma caixa na passagem. Olhou para mim e com um tom de voz triste falou.

-Eu sempre soube que eles escolheriam você para ficar com a fazenda, vamos você precisa ouvir de sua avó quem eles são e o que querem.   

Eu deixei a gruta com meu avô eu sabia que não poderia contar para minguem daquelas criaturas, compreendi naquele momento por que meus avôs nunca vendiam aquelas terras, mesmo quando eles precisaram de dinheiro nunca aceitaram vender qualquer pedaço de terra, eles faziam algo para manter aquelas criaturas no subsolo e aquela passaria a ser a minha missão. Mesmo que isto me obrigasse a abandonar a minha vida eu precisava fazer com que aquelas criaturas permanecessem a onde estavam.

Os anos se passaram minguem compreendia o motivo que me levou a aceitar o que minha avó me pediu, minguem sabia por que aceitei ir morar na fazenda porque abandonei minha faculdade para viver lá. Mas eu sabia o motivo sabia o que estava em risco. As criaturas nunca deixavam a gruta, de tempo em tempos eles me pediam para deixar coisas na entrada da gruta, coisas aleatórias, como radio, brinquedos, nunca deixei de levar nada do que eles pediam.

Então um dia um homem chegou em minha porta com uma carta com os bilhetes que eu recebia de tempos em tempos com os pedidos das criados, nesta carta a mensagem era clara eu precisava me casar com aquele homem para ter o meus filhos para que um deles fosse escolhido para ficar em meu lugar. O homem vinha de uma fazenda bem longe da minha onde uma gruda como aquela também existia e fora aquelas criaturas que o enviaram para lá, para se casar comigo.

Durantes aqueles anos na fazenda após a morte de meus avôs poucas messes após a morte de minha avó ele simplesmente fora dormir e não acordou mais, provavelmente tristeza pela morte de minha avó. Sozinha na casa revirei o escritório de minha avó o casamento o dele com a minha avó ocorrera da mesma forma, o mesmo com os pais dele, várias gerações de minha família. Com a ajuda de meu futuro marido e com as anotações dele dos itens que aquelas criaturas pediam para os seus pais, nós conseguimos ter uma ideia do que aquelas criaturas queriam.

Assim como eu ele também achava que as criaturas estavam se fortalecendo para conquistar os humanos, então fingimos aceitar o que eles queriam. Mas juntamos provas da existência daquelas criaturas e criamos a primeira resistência, com ajuda de pessoas que acreditarão em nos, destruímos a colônia no subsolo da fazendo e assim iniciou a guerra quando os seres do subsolo pois as outras colônias por todo o mundo deixaram o subsolo em represaria atacarão as cidades vizinhas levanto o mundo ao caos da guerra.

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