O vazio.


Eu precisava de um novo lugar, uma nova vida um novo tudo. Eu precisava superar, eu precisava me refazer de toda a dor de todo o sofrimento, tudo em volta de mim me fazia lembra, da noite que perdi o amor da minha vida e o meu filho, eu ainda era uma mulher jovem estava me acabando pela dor, aquele acidente que levou as duas pessoas que mais amava, tudo em minha volta me lembrava eles, me fazia lembrar que nunca mais iria ouvir as vozes deles, sentir o abraço deles, nunca mais os teria ao meu lado aquela dor me consumia. Então vendi tudo o que tinha, muito para uma cidade nova, completamente diferente do anterior não avisei minguem para onde iria eu precisava de um tempo para me refazer para redescobrir quem eu era sem os dois.

  Fui morar em uma antiga casa colonial de uma cidade do interior, ela fora reformada a alguns messes por uma construtora, fora modernizada sem perder o estilo antigo, uma casa perfeita para mim meu amor por antiguidade muitas vezes entrava em conflito com meu amor por tecnologia naquela casa as duas coisa estavam em harmonia, o casa dos meus sonhos. Consegui um emprego em uma firma de advocacia da cidade próxima levava uma hora para chegar no trabalho, não era diferente do tempo que levava na minha antiga casa só que lá levava uma hora por conta do transido.

Minha primeira semana lá foi difícil, não levei nada dos dois além das fotos que ficaram guardadas no armário, mas mesmo assim ainda sentia a falta dos dois a dor em meu peito era forte, mas conseguia me levantar ir trabalhar, doía entrar em casa e ver o meu filho correndo para mim, não receber o beijo de meu marido no final do dia, mas eu conseguia viver ali.

No meio da segunda semana comecei a perceber que a mudança não apagaria a dor, comecei a delirar ouvindo o riso de meu filho por toda a parte da casa, a dor iria permanecer no coração pelo o resto de minha vida so me restava  aprender a conviver com isto.

Um dia quando voltei para casa após um mês que estava morando lá tive certeza de que os vi sentados na mesa da cozinha rindo juntos, eles olharam para mim da janela, por um minuto meu coração deve esperança de ser eles, que sentiria o abraço dos dois naquele dia. Quando entrei na casa ela estava vazia como sempre.

No dia seguinte lá estavam eles de novo, eles acenaram para mim da janela, mas quando entrei apenas o vazio me aguardava do lado de dentro.

No terceiro dia que os vi da janela não sai do carro fiquei ali olhando para eles, eu sabia que ao passar pela a porta eles não estariam lá, na casa apenas a solidão estaria me esperando, do carro olhando para ele da janela a for diminuía, eu sabia que era apenas a mina mente tento encontrar uma forma de acabar com aquela dor, mas ali do carro a dor realmente diminuía. Fiquei quase uma hora ali olhando. Quando abri a porta tive certeza que o ouvir me chamando da cozinha, corri para lá eu precisava tanto do abraço do meu filho eu o ouvi com clareza perguntando. “Mãe por que demorou para entrar?”. Mas não havia minguem na sala, minguem falou comigo a casa estava vazia.

No outro dia eu parei o carro longe daquela janela, entrei diretamente na casa sem olhar pelas janelas eu precisava para com isto. E ali estava o pequenino Matheus me olhando na ponta da escada com lagrimas nos olhos, então ele desapareceu. Eu não podia mais fingir precisava procurar ajudar, eu não podia mais viver daquele jeito. Peguei o telefone e marquei hora com um psicólogo o único da cidade só tinha horário para a semana seguinte, mais uma semana eu precisava conseguir.

Durante aquela noite eu acordei com vozes vindas do andar de baixo, desci as escadas lá estavam os dois brincando na sala, alegres e rindo, porque minha mente vazia isto comigo, mas então eu vi um vulto negro atrás deles, algum que me causara arrepios, medo. Voltei para o quarto eu estava com tanto sono, a cada dia eu me sentia mais cansada mais desanima sim eu precisava de ajuda eu não podia estar bem.

Quando cheguei em casa no dia seguinte uma mulher me esperava na porta, estava parada de costas para a casa foi até o meu carro assim que estacionei, eu percebi que ela se esforçava para não olhar para a casa ela não se apresentou, me deu um cartão e falou olhando nos meus olhos.

-Não são eles, a coisa está enfraquecendo você, saia desta casa o mais rapto possível, não sei quem ele te mostra mas eles estão mortos a casa não pode trazer eles de volta a vida, aquela coisa que você ela se alimenta da sua dor vá embora antes que você seja devorada por aquela coisa.

Ela não me deu tempo de perguntar que o que era “a coisa”, no cartão tinha o endereço da biblioteca local, entrei no caro novamente e fui, não sei o que me fez exatamente fazer aquilo, a lembrança da presença que sentir na noite passada talvez. Procurei nos jornais noticias sobre a casa, várias família moraram lá anteriormente, todas deixaram a casa após um membro da família ser encontrado morto de forma misteriosa o coração parara de bater algumas das pessoas eram saudáveis, todos as famílias relatavam que a pessoa ficara estranha por algum tempo antes de morrer, depressivas muitas vezes. Algumas dalas haviam perdido alguém eu amava antes do acontecido, não coisas assim não existem e apenas a minha dor querendo encontrar alguma desculpa para não aceitar que estou doente.

Voltei para casa, estava chovendo não parei o carro longe da casa e lá estavam os dois na cozinha sorrindo e acenando para mim, e sobre o ombro deles uma mão agora ela mais do que um vulto negro tinha a forma de uma homem, a mão era branca, não consegui ver o rosto mas tive certeza que era algo apavorante pois fiquei apavorada mesmo sem ver.

Será que aquela mulher falara a verdade existia algo naquela casa, alguma coisa maligna me vazia ver meu filho e marido para me causar dor? Isto era loucura. Desci do carro entrei na casa ouvir os dois conversando na cozinha quando fui até ela não tinha nada ali, apenas o vazio, peguei uma fruta para comer estava cansada e sem fome, fui para cama, acordei na manha seguinte cansada e com sono.

Nada daquilo podia ser verdade mais estava tão casada, eu ainda não tinha muitas coisas nas casas, coloquei tudo em duas malas , os moveis e tudo mais vieram com a casa, entrei no carro fui para o trabalho e depois para um hotel próximo a ele, três noite sem voltar para casa, três noites sem ouvir a voz dos dois, sem sentir aquela coisa por perto ou ver qualquer coisa, revolvi voltar para a casa, lá estavam os dois na cozinha sorrindo para mim, acenando. Sobre seus ombros não havia mais uma mão branca apenas um vulto negro a coisa estava lá mas fraca, eu vi ela tomando forma novamente, senti a dor em meu peito aumentando, junto com a dúvida em meu peito.

Por que não entra na casa e deixar aquela coisa me unir aos dois novamente?   

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