A casa ao lado


Morei minha vida toda na mesma casa, a casa ao lado fora a morada de muitas pessoas, em uma família ficou ali por muito tempo, um ano era o máximo e logo as pessoas, a maior parte do tempo ela este vazia, a placa de aluga-se ou vende-se muitas vezes acabava ficando suja e velha, era troca por uma nova que ali permanecia por messes ou até dias antes de uma nova família chegar e passar apenas alguns messes na casa.

Nos últimos cinco anos a casa estava completamente abandonada eu amava morar em minha casa, amava aquela rua, aquela cidade não queria ir para outro lugar achei que já era hora daquela casar ter um morado dela que não a abandonaria após um tempo, eu tinha junta um dinheiro eu precisava de um lugar ajuda eu não precisava mais da ajuda deles, fiz uma surpresa comprei a casa bem ao lado deles, teria o meu espaço mas estaria ali pertinho deles.

No dia que eu contei a eles a grande novidade os coloquei no carro com meus irmão mais novos, andei pela cidade por uma hora do nada falei que esqueci as chaves em casas, eles se assustaram quando entrei na garagem da casa ao lado a nossa, quando disse que aquela seria a minha nova casa minha mãe não fez uma cara feliz, argumentei que assim poderia ajudar ela com meus irmão que nasceram com uma doença rara que dificultava o desenvolvimento dos dois, eu precisava do meu espaço mas não podia ir para longe os dois já conseguiram um certa independência mas eu sabia minha mãe estaria mais tranquila se eu estivesse ali do lado quando precisasse, eu sabia que ela iria precisar. Eu sabia que minha mãe jamais iria aceitar que ela ainda precisava de ajuda com os gêmeos, mas eu sabia que era necessário.

Meu pai ficou empolgado com a ideia, principalmente quando eu disse que eu precisaria da ajuda dele para reformar a casa, nós levamos um mês para deixar a casa habitável novamente, me mudei para a casa tudo estava perfeito como a casa que sonha na minha infância, chamei alguns amigos do trabalho para irem jantar em minha nova casa, estava feliz precisava compartilhar a minha felicidade. Porem um dos meus amigos quando vi a casa olhou para mim com a cara assustada, o medo em seu olhar era claro, ele simplesmente deu meia volta e foi embora sem me disser nada, sempre gostei muito dele tentei esquecer este fato e seguir com a noite sem demostrar tristeza pelo ocorrido.

Quando cheguei no trabalho na noite seguinte ele veio até mim na hora do almoço pediu para sentar comigo no restaurante, pediu o seu prato de comida e comeu em silencio fiz o mesmo desconfiava que ele pretendia me pedir desculpas pelo o que fez na noite anterior então o deixei no seu tempo para algumas pessoa pedir desculpa é algo difícil, quando terminei de comer ele estava me olhando, ele estava claramente nervoso ao falar.

-Mel por favor me escute até o final sem me interromper, mesmo que eu fale algo que pareça loucura. -Fiz que sim com a cabeça não sabia o que ele queria me disser, mas não via como poderia ser loucura. – Por favor Mel você precisa deixar aquela casa. -Eu não falei nada mais minha cara demostrou para ele o quando considerava aquele pedido uma loucura, ele colocou a mão no cabelo antes de prosseguir como seu relato. – Eu morei naquela casa, a faixada pode ter sido reformada, pode estar com uma cor mais bonita e alegre, mas eu jamais esqueceria da casa que destruiu a minha família, existe uma porta trancada no porão lá mora algo terrível saia de lá antes que aquilo sinta que você está na casa e vá atrás de você, aquilo matou o meu pai quando eu era criança, minha mãe nunca se recuperou do que passamos lá do terror que vive naquela casa por favor Mel, você é uma mulher maravilhosa não merece passar pelo o que minha família passou, sai a de lá o mais rapto possível,

Me levantei e fui embora aquilo era loucura de mais, primeiro não existia porão na casa, segundo era impossível, sim ele poderia ter morado na casa em sua infância, ele era alguns anos mais velhos sem duvida mesmo que eu o tivesse conhecido eu não me lembraria, mas algo terrível morar na casa e este algo ter matado o pai dele, isto era loura de uma pessoa com traumas da infância, fiquei furiosa pelo o resto do dia, por sorte o dia estava tranquilo no escritório.

Em um dia após a minha conversa com meu colega de trabalho precisei passar na casa de meus pais levar alguns remédios para meus irmão, contei para eles a historia de meu colega, perguntei para meu pai se ele vira alguma escada para o porão ele me disse que viu as plantas que me foram passadas e que não existia porão algum na casa. As semanas se passaram nada de estranho aconteceu na casa, era uma casa comum como qualquer outra sem porões escondidos sem nada de estranho nem sons estranhos nada, era apenas uma casa comum era apenas o meu novo lar.

Após uma um pouco mais de uma semana do meu almoço comeu colega um rolo de papel apareceu sobre a minha mesa plantas de uma casa, na beira estava a dada e o endereço da casa, eram as plantas da minha casa de vinte anos atrás quando eu era apenas uma bebê e meus pais tinha acabado de se mudar para a casa deles. Levei a planta para casa porem não a examinei com cuidado, deixei a planta no meu porta-guarda chuvas e as esqueci lá.

Já estava em minha casa a mais de dois messes, estava satisfeita com ela, tranquila por ter escolhido aquela casa, minha mãe se sentia culpada por eu permanecer morando com ela apenas para ajudá-la com os gêmeos, aqueles messes mostraram que ela teria problema se eu fosse para longe, um deles ficou doente e ela não conseguia cuidar dos dois, meu pai precisou tirar alguns dias de licença para ajudá-la, quando a licença dele terminou tirei alguns dias também, esta lá do lado dela facilitou.

Quando minha licença terminou tive um dia cheio no trabalho para colocar tudo em ordem, voltei para casa cansada, comi um lanche rapto tomei um banho e fui para cama, uma noite de início de verão estava quente e abafado  normalmente não durmo bem no verão, por isto fiz questão de colocar um ar condicionado no meu quarto, porem no meio da noite ele parou de funcionar, acordei transpirando, desci para dormir na sala. Arrumei o sofá regulei o ar, me arrumei para dormi, então escutei, uma batida o som vinha de baixo. Silencio, então adormeci.

Acordei no dia seguinte me sentindo ainda cansada, tomei meu café me arrumei fui trabalhar. O meu colega que morara na casa não sei por que mais me lembrei do que ele me falou, me lembrei da planta que encontrei em minha mesa, não aquele barulho não poderia ter vindo de um porão. Quando cheguei em casa meu pai já me esperava na varanda com meus irmãos, ele ia arrumar o meu ar condicionada, ele era um faz tudo por diversão adora aprender a fazer as coisas por conta própria e consertar eletrônicos era sua especialidade.

Meu irmão adoravam brincar na sala de minha casa, quando um deles pegou as plantas da casa no porta guarda-chuvas que me lembrei delas as coloquei sobre a mesa de jantar, ia abrir quando o meu pai desceu falando que estava pronto, então fui para casa dele jantar com meus pais pois não tinha nada em casa. Quando voltei subir para tomar meu banho e em seguida fui dormir.

Novamente o ar parou de funcionar no meio da noite, novamente fui dormir na sala, novamente ouvi a batida. Mas aquela noite não foi apenas a batida passos, lamentos, foi assim por dez minutos depois silencio, naquela noite não conseguir dormir mais, tomei apenas uma xícara de café e fui para o trabalho, liguei para as assistências técnicas afinal o dia seguinte seria feriado se meu pai não pudesse consertar o ar teria que dormir novamente na sala.

Quando cheguei meu pai já estava no meu quarto tentando arrumar o ar, olhei as plantas sobre a mesa as abrir, era uma copia da planta que estava no registro de obras da cidade, estava claro onde agora tenho uma armário embutido na parede, antes era uma porta que levava para uma escada que dava a um sótão com duas salas. Fui até o armário não havia sinal algum que ali um dia existirá alguma porta ou escada, enquanto verificava o armário ouvir um barulho de coisa caindo no andar de cima, corri meu pai cairá da escada estava desacordado no chão.

Liguei para emergência na mesma hora, em seguida para minha mãe e minha tia, aguem precisava ficar com os gêmeos e eu não podia deixar minha mãe no hospital sozinha. Quando a ambulância chegou meu pai já estava acordado eu tive trabalho para manter ele deitado até os médicos chegarem. Após uma serie de exames os médicos nos garantiram que ele estava bem porem com havia uma grande hematoma na parte de trás da cabeça dele os médicos o deixaram no hospital em observação por um dia, convenci a minha ame a ir para casa de minha tia e ficar com os gêmeos  e passei a noite com meu pai no hospital.

Voltamos para casa no inicio da noite os gêmeos correram para ele assim que descemos do carro, não fiquei muito com eles, precisava ir para casa precisava de um banho com urgência, e precisa muito dormir em uma cama descente, com urgência, deixei a janela aberta para refrescar o quarto, aquele noite não estava tão quente talvez eu conseguiria dormir, peguei meu antigo ventilador na casa de meus pais, o liguei em cima de minha escrivaninha e fui dormir.

No meio da noite acordei, barulho no andar de baixo, passos batidas nas portas, um choramingo de crianças, desci as escadas devagar, não havia nada no andar de baixo, o choro estava mais alto claramente vinha debaixo da casa do tal porão, me aproximei do meu armário, sim o som vinha lá de baixo, recuei devagar, me virei para pegar minhas chaves iria para a casa de meus pais quando estiquei a mão para pegar as chaves algo me empurrou com força para o chão.

Bate as minhas costas com força no braço do sofá antes de cair, fiquei sem ar deitada no chão, senti muita dor em minhas costas, doía para respirar, o choro no estava mais alto, olhei para o corredor que levava para a cozinha um ser alto com braços longos olhava para mim, eu via apenas a silhueta na noite, mas a sensação que tive ao vê-lo era de puro pavor, alguém abriu a porta de minha casa, estava com muita dor não conseguir me virar imediatamente, mas ouvir a voz dele vindo ate mim, fechei os olhos quando ele acendeu as luzes e sentou ao meu lado.

-Mel você está bem? Eu soube quando vi você cansada no trabalho que havia começado, você consegui se levantar ele não virá ele não vem com as luzes acesas. -Eu me apoiei nele, não havia mais nada no corretor ele me levou para fora, para a casa de meus pais.

Nunca mais voltei para aquela casa, não tive coragem de colocar ela para alugar ou vender para alguém, fui pegar as minhas coisa apenas com outras pessoas comigo sempre com a luz do dia nos protegendo, só voltaria para lá quando descobrisse como eliminar aquela coisa, quando livrasse a cassa daquilo.      

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