Vida dos sonhos.


Era um sonho, um sonho real, era assim que eu via o meu casamento era assim que via a minha vida, estava vivendo os meus sonhos eu não tinha dúvidas disto, nada me fazia mudar de ideia, sim problemas aconteciam nem um era grande o suficiente para me fazer pensar que não estava vivendo o meu sonho. Mas sonhos podem virar pesadelos e isto não acontece do dia para a noite é um processo, os sinais estão lá, nos segurem muitas vezes gritam em nosso ouvidos, mas preferimos simplesmente ignora é mais fácil, eu sei que eu ignorei os sinais eu sei que preferir viver o falso sonho do que aceitar que o sonho havia acabado, do que aceitar que talvez o sonho nunca tivesse existo. Não fiz isto consciente eu não sabia o que estava fazendo até acontecer algo que não pode ignorar que me fez parar e analisar todo o meu sonho real.

O primeiro sinal poderia disser muitas coisas, coisas boas e ruins, me agarrei apenas na possibilidades boas mesmo quando estas não chegaram, um simples atraso do meu marido após a volta de seu trabalho, ele costuma chegar junto comigo  naquele dia ele se atrasou foram apenas quinze minutos, talvez um pouco mais de transito, talvez algum problema no trabalho, talvez ele estava preparando uma surpresa para nós, talvez ele apenas se distraiu no trabalho e demorou mais do que devia.

Nosso trabalhos eram simples, eu era a secretaria de uma empresa de moveis planejados, ele era vendedor de uma loja de artigos esportivos, morávamos em uma casa simples de dois quartos e um pequeno quintal nos fundos, nosso salários nos davam uma vida simples mais confortável, para muitos nosso vida estava longe de uma vida dos sonhos para mim era perfeito, então aquele atraso para uma pessoa que usava o transporte publico e se distraiu um pouco, ou ficou preso com algum cliente não era algo de realmente se estranhar mesmo que no ultimo anos isto nunca tenho acontecido, isto era o que minha mente me falava, quando isto se repediu mais uma vez depois outros e mais outra, quando os dez minutos se tornaram meia hora depois uma hora depois ele não tinha mais hora para chegar em casa.

Ele enchia a mim e a nossa filhas de presentes, dizia ser as horas extras, falava que as fazia para ganhar mais comissões que queria nos da tudo o que ele não deve em sua infância queria apenas nos da mais conforto  como eu poderia ver algo de errado em um marido que queria apenas me ver bem, um pai que fazia de tudo por suas filhas? Que mal poderia estar por trás disto?

Mas o que vivia não era um sonho, o que vivia era um pesadelo onde, um historia de terror onde o vilão se escondia por trás do mocinho, conheci o meu marido pouco depois que deixamos a escola, ele não estudou comigo o conheci em um curso, após três messes de namoro eu engravidei, nos casamos um mês antes de nossa filhas nascer, ele já tinha conseguido o seu emprego como  vendedor, minha casa fora construída pelo meu pai, este não queria que no inicio de minha vida de casada tivesses que pagar aluguel, então ele comprou o terreno e com ajuda de meu marido construiu a casa como eu desejava, alguns meses após o nascimento de minha filha consegui o emprego como secretaria, com a ajuda de meu pai.

Talvez porque o começo de meu relacionando as coisas tenham acontecido no susto e as presas que não vi os sinais de quem ele era, que não percebi que aquele não era o herói de minha história e sim o vilão.

Ele sempre reparava nas minhas roubas elogiava o que eu vestia com sinceridade, assim eu pensava, como tempo ele passou apenas a criticar e falar que eu não me preocupava em ficar bonita para ele, eu não sabia mais o que vestir para agradar o meu marido.

Ele costumas a me levar para sair com os amigos dele, mais ai engravidei não era bom para a criança se eu saísse para beber, era melhor ficar em casa, par ao bem estar de nossa pequenina, eu amava quando ele a chamava assim e acariciava a minha barriga, eu realmente não podia mais pensar apenas em mim, meu corpo não era apenas meus naquele momento. Após a gravidez eu precisava cuidar de nossa filha ela era nossa não poderíamos deixar ela aos cuidados de outra pessoa e se está a ensinasse coisas erradas? Como ele se preocupava com o bem estar de nossa família.

Minha vida dos sonhos era ir trabalhar no caminho deixava nossa filha na creche, depois voltava para casa a pegava no caminho, arrumava a casa fazia o almoço, quando ele chegava ele sempre vi algo feito errado, algo que não estava bem limpo, algo que o incomodava e que me dava mais trabalho.

Aos finais de semana ele saia com os amigos dele, eu queria chamar as minhas amigas, mas cada uma delas tinha um defeito, cada uma delas tinha algo que seria uma má influência para nossa filha, eu precisava pensar no bem estar de nossa pequenina.

Minha mãe ia em nossa casa ele queria ficar minha filha para que pudesse sair me distrair descansar, mas ela se metia muito na forma como nos vivíamos, na forma como nos educávamos nossa filha, isto não era da conta dela, ela ia em casa apenas quando ele estava fora, para eles não brigarem, mas ele apenas queria o meu bem e de nossa filha, minha mãe não via que os tempos eram outros que a forma como ela me criou não poderia ser a mesma com a que eu criaria a minha filha o mundo havia mudado ela precisava aceitar isto.

O meu mundo perfeito, a minha vida dos sonhos era uma gaiola, eu via as pessoas por grades, eu vi o mundo por grades e não sabia que estava atrás delas, eu não queria ver as grades que me prendiam, eu não me olhava no espelho com clareza eu não via o quando estava me acabando, eu não percebia que vivia com medo de desagradar o meu herói, eu não via que aquilo não era uma vida era um prisão da qual entrei de bom grado achando que estava entrando em um palácio, mas era qualquer coisa menos a senhora daquele lugar.

Um dia minha filha ficou doente, chegou da escola com febre alta, precisei ligar para o meu pai me levar para o hospital com ele, meu marido ainda não estava em casa para fazer isto. Quando voltamos para casa eu estava aliviada minha filha estava apenas com uma infecção de garganta em alguns dias ela ficaria bem.

Quando cheguei meu marido estava na sala, ele não se deu ao trabalho de ouvir as mensagens que eu deixara em seu celular, naquele momento eu tive consciência do medo que sentia dele, meu pai não entrou em casa mais ficou no carro, eu sentir a lagrima correndo pelo o meu rosto quando o vi ali na minha frende com aquela cara ele estava com raiva ele estava com muita raiva, eu me encolhi sobre a minha filha ele deu um passo a frende soltou uma única frase.

-Por que você não me esperou, eu sou o pai eu tinha que levar você no hospital por que chamou o seu pai? -Ele tinha visto a mensagem e mesmo assim estava furioso o que eu tinha feito de errado nossa pequenina precisava ir ao médico ele não me respondia, eu tinha ligado no trabalho ele não estava lá eu não sabia onde ele estava que horas ele iria chegar em casa eu precisava que alguém me levasse para o hospital com minha filha eu não podeis esperar.

Eu vi a mão dele se levantar, eu sabia que tinha ido longe demais como não esperei por ele .era a pessoa que mais queria o meu bem  e de nossa filha apenas ele me amava ele tinha razão em me bater eu estava errada, mas quando ouvi a voz de meu pai atrás de mim, quando vi que ele segurou a mão do vilão da minha vida, eu me lembrei que por toda a minha vida deve duas pessoas que me amavam incondicionalmente, que sempre me protegem, que o tempo todo me mostravam os sinais que eu ignorava.

Meu pais colocou o meu marido para fora de casa, passou a noite lá comigo eu não dormi chorei abraçado comeu pai a noite toda, me lembrando das coisas horríveis que ouvia e que minha mente sempre encontrava uma explicação para tornar tudo um ato de amor, eu vi as grades de minha gaiola, eu vi que não estava em um palácio eu senti o frio das grades que prendiam, o meu verdadeiro herói estava ali me abraçando me ajudando a derrubar cada grade.

Na manha seguinte minha mãe e irmão mais velho foram para minha casa, meu irmão não saia do meu lado, eu vi a cara de alivio deles quando aceitei que aquilo não era uma vida de sonhos que vivia um pesadelo, que me negava a ver o quando estava sofrendo, passei uma semana chorando por qualquer motivo.

Então com a minha mãe aceitei sair de casa, algo simples ir ao mercado e compra as coisa que eu gostava, escolher o que iria comprar para mim e minha filha sem medo de ser repreendida, foi difícil minha mãe precisou me mostrar, me relembrar do que gostava, quando chegou a hora de pagar que não pode mais negar que ele era o vilão, ele limpara a nossa conta do banco, meu salário daquele mês tinha acabado de entrar ele levara tudo.

Meu irmão ficou furioso foi atrás dele para conseguir o meu dinheiro de volta e descobriu que ele tinha outra que passava o mesmo que eu, mas ela não tinha uma família, ela estava gravida e não tinha quem a salvasse daquele vilão, ela não tinha nada nem minguem para salva-la. Meu irmão virou o herói dela a ajudou a fugir dele a voltar para a cidade que ele vivia antes onde tinha parentes para acolher a ela e ao filho, meu marido sumiu, não tive o meu dinheiro e minhas economias de volta.

Eu sobrevivi ao pesadelo, eu sobrevivi aquele prisão eu tive sorte por não estar sozinha por ter os meus pais, eu consegui depois de um tempo abrir as minhas assas voar para longe daquela prisão, me sentir a dona do meu palácio, um palácio que eu reconstruir para pagar qualquer lembrança  daquele vilão, daquele pesadelo que pensei ser um vida dos sonhos, destruir tudo e reconstruir uma nova vida que sabia que não era a vida dos sonhos mas era uma vida fora de uma prisão, fora daquela gaio fria.     

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Foto por Jessica Cortez em Pexels.com

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