O furacão


Estava voltando para a casa após um longo dia de trabalho, a cidade estava uma loucura por conta de um furacão que se aproximava, precisei ficar na minha pequena loja de roupas até mais tarde para preparar as coisa para a passagem do furacão, no caminho até o ponto de ônibus eu já conseguia sentir o vento mais forte, minha casa fica em uma área relativamente segura, e tinha um porão seguro para estas situações meus pais e irmão já estavam lá me esperando.

Quando estava na metade do caminho a minha casa o ônibus começou a balançar, o furacão estava se aproximando mais rapto do que o previsto se continuasse assim não teria tempo de chegar até a minha casa. O ônibus balançava cada fez nada o motorista se viu obrigada a parar, não havia abrigos públicos por próximos estavam em cinco pessoas não havia saída a não ser descer do ônibus e torcer para alguma casa próxima ter um abrigo e seus, moradores aceitarem nos abrigar.

Fomos de casa em casa a maior parte delas estavam vazias ou seus moradores já estavam em seus abrigos e não ouviram nossos chamados, as placas de madeira nas janelas nos impediam de saber. Então uma casa sem proteção na janelas provavelmente uma casa vazia chamei os outros e entramos nela sem bater  procuramos por um porão sabíamos que seria o local mais seguro para ficamos, encontramos a entrada havia uma sala completa lá com geladeira e comida, a casa não estava abandonada os moradores provavelmente estavam viajando por isto a casa não estava protegida, sorte a nossa.

Havia um telefone no porão consegui ligar para minha casa avisar que conseguir um abrigo segura para mim, ligamos a tv para ver as notícias sobre o furacão, como pensei ele ela ganhara velocidade e potencia nas ultimas horas, ele ainda estava longe de onde estávamos, mas os ventos que sentíamos já eram dele imagens mostramos como os ventos estavam destruindo tudo por onde ele passava,  não existia casa capaz de sobreviver ao seu poder os porões eram os lugares mais seguros se estivessem longe do rio que cruzava a cidade, mas as pessoas não haviam sido evacuadas se esperava que o furacão perdesse força ao chegar na cidade não ganhasse, sem duvida seria um grande desastre.

Uma mulher, estava chorando incontrolavelmente ao ver a notícia, sem duvida ela conhecia pessoas que ainda estavam nas áreas próximas ao rio, e nos ali presos sem a menor perspectiva de quando poderíamos sair, então a energia caio  não falávamos entre nos todos estavam com medo, encontramos algumas lanternas e lamparinas, o silencio era absoluto, o medo estava tão claro eu sabia que minha casa não ficaria de pé, minha loja provavelmente seria inundada ela estava próxima ao rio, e aquela casa ela ficava em um pequeno morro mas não estávamos muito distantes da área que seria inundada pelo o rio,  não tínhamos certeza se realmente estávamos seguros ali apenas sabíamos que não poderia deixar aquele lugar.

Eu estava me esforçando ao máximo para não me desesperar também, lutava contra o choro, eu não tinha certeza se meu abrigo realmente seria capaz de proteger a minha família contra algo tão poderoso quando aquele furacão, sentia o meu peito doer, começava a sentir falta de ar, eu sabia que era apenas nervosismo, medo eu precisava me acalmar eu precisava me controlar. Então o silencio foi quebrado uma forte batida na parede do fundo, próximo de onde estava sentada, dei um grito alto pelo susto, os outros olharam, para mim claramente não ouviram o batida, o motorista foi ate onde eu estava quando falei o que ouvi, ele sentou próximo ao local.

Eu estava quase adormecendo vencida pelo o cansaço, já estávamos lá há varias horas, outra batida ainda mais forte que a primeira olhei para o lado o motorista havia sumido, daquela vez todos ouviram todos se levantaram a mulher que chorava estava olhando para o ponto onde o motorista estava os olhos arregalados, ela se levantou e correu para a porta, quando ela a abriu nos vimos que o furação estava sobre nós o teto não do outro lado do porão já não existia mais, um outros passageiro a puxou para dentro e fechou a porta de aço.

Não sabíamos como o teto daquela sala ainda estava lá, não sabíamos como o motorista havia sumido, so sabíamos que deixar aquela sala seria a nossa morte, ficar talvez também seria, nos afastamos das partes sentamos lado a lado no centro da sala o medo tomava conta de nos quarto, eu segurei forte a mão da mulher que se desesperará, os outros passageiros estavam teorizando sobre o que acontecera com o motorista, nem uma explicação que eles davam diminuíam o nosso medo, eu sabia que apesar de serem explicações loucas e sentido não havia um explicação lógica para um a pessoa simplesmente desaparecer.

Então no meio aquele caos eu comecei a ouvir uma cantiga, perguntei se outros ouviam, eu era a única a ouvir, não sabia se deveria ficar com mais medo ou ter esperança que aquilo estava chegando ao fim, mas por algum motivo aquela cantiga me acalmava, me tranquilizava, então as batida recomeçaram, eram constantes seguiam o ritmo da cantiga  e todos ouviam.

Me cansei de ficar ali sentada sentindo medo, me levante segui a cantiga, ignorei quando ou outros me  disseram para permanecer sentada, fui até o local onde o motorista desaparecera encostei na parede e simplesmente passei por ela, me virei falar com os outros que o motorista estava ali aparentemente bem mais atrás de mim um parede solida, gritei para os outros não ouvi resposta, o motorista foi até o meu lado e falou com calma.

-Eu tentei falar com vocês, vão não me ouviam, lá no fundo  corretor tem um porta eu não consegui abrir.

Respirei fundo e olhei com calma ao meu redor, estávamos em um corretor com as partes de tijolos vermelhos, com espaço onde velas estavam acessas, não era um corretor comprido pude ver a porta que o motorista falou, antei até ela, não existia maçaneta inscrições em uma língua antiga estavam gravadas nelas, coloquei a mão sobre a porta as inscrições se acenderam em uma tom lilás sentir um calor em meu peito então a porta se abriu, passei por ela algo em meu interior me falava para não ter medo que nada de mal iria me acontecer ali então eu morri.

Eu morri com uma flecha em meu peito eu sentir quando ela me acertou, eu me vi caindo de costas no chão, eu ouvir o motorista correndo em minha direção e sento atingindo por outra flecha, sentir o meu coração enfraquecendo, meus batimentos diminuindo a velocidade, minha respiração ficando maus difícil e dolorosa senti minha vida deixando meu corpo, eu estava morrendo e doía morrer, mas algo me dizia que não era o meu fim então eu não estava com medo me deixei morrer.

Quando acordei em um quarto com camas de dossel com cortinas de cetim no mesmo tom lilás que a porta acendeu para mim eu sabia que havia renascido para uma nova vida, eu sabia que para minha antiga família eu seria apenas mais uma vitima do furação mas que ali eu iria recomeçar uma nova vida em uma nova família, eu não estava com medo eu não estava morta, eu renascera em um mundo que sempre existirá mas que eu desconhecida, eu renasci, mais poderosa mais  bela, eu renasci como uma bruxa.

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