Mãe Terra.


Nos fundos da casa de meus pais existia uma caverna, meus irmãos sempre adoravam brincar nela, não era bem uma caverna era uma pequena gruta um esconderijo das crianças que todos os adultos conheciam, me lembro do dia que meu avó veio para casa  com sua caminhonete cheia de madeira e falou para meus irmãos e eu quer ia aprimorar nossa esconderijo, ele construiu na gruta um pequeno palanque, com mesas e cadeiras, colocou algumas estantes suporte para redes, era nossa casa na Caverna, meus tios levaram algumas outros objetos, um tio puxou um fio de eletricidade e colocou luz e tomadas no palanque, meus irmão e meu primos ficar em extasse aquele era o nosso lugar longe dos adultos, mas mesmo com todas aquelas coisa com luz eu ainda tinha um pouco de medo daquele lugar.

Eu era a mais velha logo não vi mais interesse em ficar com as crianças na caverna, preveria ficar no meu quarto, era isto que meus pais pensavam que falava quando me perguntavam por que não estava na caverna, falava apenas “crianças”, meus pais e tios e avos apenas riam e me deixavam em paz. Os anos se passaram eu cresci, conheci o homem de minha vida me casei tive meus filhos, meus irmãos tiveram os seus, e nosso esconderijo estava ali meus pais cuidaram dele para seus netos poderem curtir aquele cantinho, segura para as crianças se sentirem independentes, eu já era uma mulher adulta sabia que o seu sentia quando criança era uma tolice, logo também incentivava meus filhos a brincarem lá.

Meu marido adoecera, uma doença sem cura, meus filhos ficavam amis com meus pais do que comigo que estava sempre no hospital comeu marido, nosso dinheiro estava indo nos gastos com os hospitais, meus pais nos receberão em casa de braços abertos quando precisamos vender a casa, meu coração estava apertado meu marido estava cada dia pior eu não conseguia cuidar dele e dá atenção que meus filhos precisam, eu precisava trabalha também eu estava sempre tão cansada.

No dia que a doença finalmente levou o meu marido eu estava em choque, um misto de dor e alivio, me doía tanto ver ele naquela cama sofrendo, mas não dê-lo de forma alguma ao meu lado era ainda mais doloroso, ver os meus filhos destruídos era ainda pior a dor deles de verem o país doente daquela forma eles ainda eram tão pequenos para passar por tudo aquilo. Um de meus irmãos pegou meus pequenos para passarem uma semana em sua casa com os primos para se distraírem e para me dar um tempo de me reorganizar.

Em uma noite desta semana quando a dor em meu peito estava tão forte que sentia que irá me despedaçar e nunca mais seria capaz de me reconstruir, me lembrei de um dia quando era criança e estava na gruta bem antes de meu avó aprimorar ela, eu estava chorando por que meu gatinho havia sumido, eu estava sentada em um canto da gruta chorando, minha mãe chegou ate mim, com um chocolate e uma lanterna na mão ela sentou ao meu lado me deu o chocolate, me contou que ela encontrará o gato, que ele havia sido atropelado pelo vizinho, ela me deu o chocolate e me abraçou ali.

Quando me dei conta eu estava novamente naquele canto, o único canta da gruda que não conseguíamos colocar nada, nunca compreendemos por que era assim, estava lá me permitindo chorar, no esconderijo da infância eu sabia que precisava colocar toda a minha dor para fora, precisa sentir ela em sua forma mais cruel para poder voltar ao meus filhos para te a força que eles iriam precisa, pois agora eles só tinham a mim, tinham os tios e avos mais é claro que não é a mesma coisa que ter os dois pais.

Então encolhida como uma criança escondida em uma gruda, eu escuto um sussurro, um sussurro agradável gentil, acolhedor, a sussurro dizia, “Acalme seu coração você finalmente esta pronta pra mim, e uma pena que se lembrou deste lugar apenas na dor venha eu irei lhe ajudar a superar isto.”   A parede atras de mim se abriu eu cair de costas no chão quando ela desapareceu.

Me levantei atrás de mim havia um caminho de terra batida, um caminho bem feito com buracos nas paredes com tochas que iluminavam o caminho, segui por eles, até uma gruta maior do que o nosso esconderijo, mas ele não era uma gruta comum feita pela a própria natureza, o chão estava com a terra polida pedras polidas estavam colocadas em forma de círculos com caminhos que levavam para o centro.

No centro da caverna havia um pedestal, uma luz, uma energia emanava dele, não sabia por que mais sentir a necessidade de tirar o meu sapado antes de me aproxima, eu não estava com medo minha dor estava no meu peito mais aquele lugar me fazia ter força passe seguir sem ela, a cada passo que dava par ao centro da caverna eu me sentia mais forte, a minha dor era a mesma eu apenas tinha mais força para conviver com ela, para aceitar ela.

Quando cheguei no pedestal vi uma varinha a energia emanava dela, era uma varinha curta feita de uma madeira branca com uma pedra em sua ponta, quando estava próxima o suficiente para pega-la uma mulher com cabelos longos e cacheados apareceu em minha frente, ela tinha um sorriso tão acolhedor, seus olhos castanhos transmitiram segurança, ela falou comigo ainda em um sussurro o mesmo sussurro gentil e acolhedor que ouvir na entrada daquela gruta.

“Peque a varinha ela é sua, meu tempo como a protetora da terra se acabou a muito tempo, agora precisamos de uma nova é a sua fez, você é a nova bruxa da terra, a bruxa mãe sua dor é o que lhe dará a força necessária para proteger esta energia este lugar, agora você está pronta para não ter mais medo deste poder como tinha quando criança, pegue sua varinha.”

Eu peguei aminha varinha sem medo, se alguém me falasse aquilo em outro lugar em outro momento longe de todas aquelas energias que sentira ali eu jamais iria acreditar naquilo, mais ali eu não tinha duvidas que aquele poder era meu. 

Eu peguei a varinha eu sentir uma energia saindo da terra subindo pelo o meu pé, motivando cada célula minha, eu sento aquele poder me fortalecendo me transformando, me conectando ao mundo a natureza, eu sentia as arvores do lado fora tive consciência de casa raiz de cada pequena planta ao meu redor, tudo fazia parte de mim e eu fazia parte de tudo, éramos a mesma coisa e coisas diferentes, eu não controlava nada e controlava tudo, pois nada era submisso a mim apenas confiavam sabiam que eu estava lá apenas para proteger cada um deles, e eles compartilhavam a minha dor se esforçavam para consolar para me fortalecer. Sair da gruda uma nova pessoa, com um missão amais além de proteger aminha família eu não era mais a mãe apenas meus filhos, e me tornara a Bruxa da terra, a Bruxa mãe.                          

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